Eu, por mim.

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Não adianta me descrever, 
o que sou hoje, amanhã pode não existir.
Pois sempre que a vida pede, eu me mudo. 
Mudo jeitos, risos, choros e modos. 
Mudo pensamentos e sentimentos. 
Não faço o gênero intelectual, 
gosto mesmo de histórias de amor, 
musicas de amor, 
palavras de amor, 
gestos de amor. 
Não gosto de metades, 
não sei ser apenas um pouco amiga, 
nem tampouco um pouco amor. 
Quando me perco, posso me achar em mim, 
ou em você, 
porque me acho em amores, amizades e interesses. 
Satisfaço-me em fazer parte, em envolver-me. 
Fico feliz quando alguém precisa de mim, 
pois é disso que preciso. 
Gosto do silencio como gosto dos sons. 
Posso gostar de você como gosto de mim, 
ou talvez até mais. 
Estou aqui é pra viver, cair, 
aprender, levantar e seguir em frente. 
Amo profundamente a primeira vista e deixo de amar. 
Vivo cada sentimento em mim com uma celebração da vida. 
Então caríssimo (a) se for se dar para mim, 
tem que ser da mesma maneira que me dou a você. 
Passionalmente, fielmente, apaixonadamente.

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O PAPEL E EU!!

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Tem pessoas que vivem para escrever.
Eu não!
Escrevo para viver! 

É no papel que deposito os pensamentos que não consigo expressar.
Os sentimentos que ousam me envergonhar

No papel posso ser a mocinha e a vilã.
Posso ter saudades e dores,
Amores e desafetos
Ser doce e ríspida,
Cruel e complacente,
Racional e instintiva.
Sem ser condenada pela sinceridade.

O papel me perdoa e nele me perdoo!
Não preciso me esconder,
Posso mostrar os dentes e as garras
Sem machucar um alguém
Lançar as asas e voar
Sem medo de me machucar,

Pois no papel,
sou a alma imperfeita que busca,mas que alcança.

Aqui sou eu mesmo,
por mim, para mim.
O egoísmo aflora,
A necessidade acalma
O amor se faz presente
A ira se esvai
A calma se restaura,
e posso seguir adiante.
O desabafo está feito

No papel me deito e choro, rio e me levanto
faço das palavras um jogo, e um jogo das palavras!

No papel, sou eu, por mim!

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Febre

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As vezes, me canso da guerra. 
Quero apenas uma loucura inventada. 
Nada de cartas marcadas e insanidades toscas. 
Apenas um olhar complacente e uma mão estendida. 

De volta pra minha louca sanidade! 
Febre, febre, usas meu corpo, te uso nas rimas. 
Sem rimas! 

Apenas a febre!


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Um dia

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Um dia, ainda teremos um amor.
Daqueles de cinema ou de novela.
Aquele amor que muitos zombam,
acham ridículo e sem valor.
Um amor sem fronteiras,
baseado em confiança e respeito.
Baseado em quem eu sou e quem tu és.
Uma mistura separada de nós dois.
Uma sangria desatada
de quem procurou, procurou
e não encontrou.
Porque não era um encontro,
mas sim uma construção.
E teremos nós aqui
A viver a nossa ideia de amor!!!

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Eu acredito.

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Coisas ruins acontecem sempre.
As vezes os traumas que passamos, 
deixa o nosso coração petrificado. 
Seu chão pode sumir e sem saber para onde ir, 
pode achar que o fim está próximo. 
Mas olha, acredite, 
muitas coisas ainda valem a pena. 
Um toque, um sorriso, uma palavra. 
Mais dias lindos virão. 
Eu acredito.

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Caminhos

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E vou chorar por amor!
Por dias, meses ou anos, não sei.
O que sei é que vou chorar.
Vou curtir esse resto de sentimento 
até que se acabe!

Aproveitar a dor, que é fruto de algo bom
verdadeiro, cheio de sonhos e risos, 
o fim da espera de longas vidas.
e se choro hoje, é porque valeu a pena!

Vou curtir esta dor
pois me disseram que um dia 
ela irá embora.
E acredito nas pessoas.
até que elas me provem o contrário.

Vou chorar por amor!
Porque isso é o que resta a fazer!

E quando, 
Talvez, 
Se, 

Eu ainda seja capaz,
Que eu ria de amor!

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Minha hora

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Não me avisaram que era tão difícil assim. 
Porque o ser humano gosta de monopolizar a vida do outro?
Eu não sou de ninguém, apenas quero estar e não pertencer. 
Chega o momento que o importante não é o que eu vejo, 
e sim o que eu quero ver! 
Minha hora chegou!






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Devaneios

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As vezes sinto uma dor pequenina, 
em outras um tufão que derruba, bate aqui no peito, 
e a sensação é de que o mundo é infinito, 
que as distâncias intransponíveis, 
de que a alma é desconexa, 
de que a razão não existe. 
É algo inventado por alguém que não tinha o que fazer. 

Outras, essa mesma dor irracional, 
me faz acreditar que nessa imensidão de planeta, 
nestas distâncias, 
nesta alma desconexa sem razão, 
pode existir alguém que é especial, 
Especial porque faz parte da sua imaginação, 
dos seus pensamentos e palavras. 
E que te pertence porque você o criou. 
Nos seus sonhos este ser existe. 
E agradeça sua existência 
e a sua capacidade de criar. 



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A primeira vista

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Acredito em amor a primeira vista sim,
ao primeiro olhar,
ao primeiro toque,
a primeira palavra,
ao primeiro carinho,
ao primeiro beijo
e depois ao segundo,
ao terceiro,
e assim vai.

Vai para onde?
Para onde ele me levar.




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A lágrima

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A lágrima caiu,
E passaram-se minutos encharcados de espasmos solitários.
Minutos calculados pelo tic-tac do meu vento.
A matéria tremeu e morreu
Na existência medíocre
Assentada na obscuridade
Maleável da lama!












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Pulso

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Entre quatro retas da minha solidão
Me agarro a qualquer coisa.
Ao negro dos teus olhos,
Ao desespero da tua boca.
Meus olhos presos ao teto
Tentam prender a vida que escoa do meu corpo,
Feito mel entre os dedos.

Penso em você!






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Mas eu sinto saudades!!!

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Se é nostalgia eu não sei.
O que sei é que sinto falta de coisas que
marcaram minha vida. Alguns abraços e afagos.
Um certo sorriso ao
acordar em uma manhã em que fui feliz.
Um pilequinho em que fui
mais do que eu mesma.
Uma gargalhada que me tirou o fôlego,
me levando à tosse e a falta de ar.
Lembro-me de dois vestidos,
ambos de bolinhas,
um aos 6 anos, que eu não tirava do corpo
e outro longo, de alcinhas,
usado no casamento do Tio "***" em uma fazenda.
Lembro-me de ti,
que não era uma pessoa com um sorriso,
era um sorriso em uma pessoa.
E lembro-me de mim,
e do cheiro que eu tinha ao seu lado.
Eu que sempre ousei acreditar.
Ainda ouso, ainda vibro, ainda vivo.
Mas eu sinto saudades!!!

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