Irreflexão
Nos rascunhos,
as coisas se mostram assim,
meio qué sem qué, meio lé sem lé.
A seriedade fugiu.
As dúvidas vivem gingando nas razões, passeando no campo de visão.
Enquanto meus olhos acompanham a dança,
se encontram, estrábicos e castanhos,
confundindo e acreditando serem miragem de si mesmos
(Qual o que, são partes de mim, não podem ter vida própria).
E eu vou assim, entre gritos e urros, abrindo força no braço,
peito estendido, mãos aos céus,
exibindo o o buraco negro da alma.
Acreditar que tudo é verdade, ou nada é verdade, não conta.
Faço-me desentendida...
Não sinto?? Jamais.
Vou com paixão, com fogo e com ferocidade.
Ou me faço entender, ou me faço entender, se é que eu me entendo.
Vontade de dominar ou de exercer amor?
Ser meiga como meu coração, ou dura como minha razão?
Sei lá, vou lá cuidar do pudim de Natal.
Pode ser que um dia eu me entenda, e que ele ainda venha.
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