Minhas vidas e eu!

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Quando dúvidas me assombram,
pensamentos vagos e difusos passeiam pelos meus olhos.
Dançam alheios as necessidades a urgir.
Há um instante eu tinha uma certeza,
de que o reciproco não era só palavra dita
era imortalizada, tatuada.
Mas eis que um ato apenas, leve e básico como a brisa que se ausentou hoje,
leva embora o concreto de palavras.
E eis que rechaço a surpresa que lava com a chuva o piso da alma,
leva com o furacão o peso da dor.
Penso em ser só, 
pois lapidei os sentimentos,
Qual o quê, precisarei de alguém?
Penso em ter alguém, pois, lapidada sim, mas perfeita não.
perdi a ligação entre fato e ato
perdida estou desde então
a ver navios balançando de ombro a ombro,
de cais em cais. 
Penso ser a pedra faltante de um anel,
que jaz ocupante de outro dedo.
rogar a vida para que empregue a força.
Não serei sempre
alma errante adaptada ao próprio ser.


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